segunda-feira, 1 de junho de 2015

A ação judicial. Este é o ponto!

Olá pessoal !!!

Tudo bem?

O objetivo do post de hoje é compartilhar com vocês uma notícia – acho que gostaria de chamá-la de “meia vitória” (rs... vocês entenderão até o final do post) – que muito nos alegrou.

Contudo, antes de falar propriamente da tão festejada “meia vitória”, gostaria de transcrever um pequeno trecho do livro “Comer, Rezar e Amar” que me chamou a atenção quando o li há alguns anos atrás, a ponto de eu transcrevê-lo para uma agendinha onde tinha o costume de escrever pensamentos (sou da época da agenda... kkkk), verbis:

“Sinto que o destino também é um relacionamento – uma inteiração entre a graça divina e o esforço pessoal direcionado.

Sobre metade dele você não tem o menor controle; a outra metade está completamente em suas mãos, e as suas ações terão consequências perceptíveis.

O homem não é nem uma marionete dos deuses nem tampouco é senhor do seu próprio destino; ele é um pouco de ambos.

Galopamos pela vida como artistas de circo, equilibrando em dois cavalos que correm lado a lado a toda velocidade – com um pé sobre o cavalo chamado “destino” e o outro sobre o cavalo chamado “livre arbítrio”.

 E a pergunta que você precisa fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar – porque ele não está sob meu controle – e qual deles preciso guiar com esforço concentrado? 
(Comer, Rezar e Amar – pag. 185/186)

Obs.: Apenas substituiria “deuses” (no terceiro parágrafo) por DEUS.

Pois bem.

Muitos de vocês, provavelmente, já entenderam o significado desta transcrição para este post e sua direta relação com a trajetória da Mila. Outros, com certeza, estão se perguntando “o quê a Kessi Jones – rs – quer dizer com esta transcrição?”.

É muito simples, a ponto de eu conseguir resumir minha intenção em um silogismo básico:

I – Estava nos planos divinos, nos propósitos de DEUS, a Mila ser acometida por um câncer raro e grave;

II – Diante dessa parcela do destino – sobre a qual a Mila não tinha qualquer controle – coube a ela decidir qual postura tomar: o seu livre arbítrio entrou em cena. Ou seja, coube à Mila, com a parcela que lhe pertence no traçado de sua vida, optar entre se conformar com a doença e deixar as coisas acontecerem ou aceitar a doença, mas a ela não se entregar;

III – A Mila, com fidelidade e confiança, aceitou a parcela do seu destino que Deus permitiu que acontecesse, e diante dela, não teve dúvida: escolheu viver alegre e plenamente! E a partir desta opção, todas as ações que envolvem a Mila tiveram consequências perceptíveis.
...

Ao terminar este silogismo vem um filme na minha mente. Recordo-me da mistura de sentimentos durante e após o telefonema da Mila no dia 04 de dezembro/2014 (falando sobre a repetição da tomografia); do encontro e da conversa que tivemos no dia 09 de dezembro/2014 antes e depois do primeiro procedimento para biópsia; da alegria que tomou conta de nós quando o Dr. Leonardo Brant nos disse que acreditava que teríamos boas notícias, com chance de ser uma inflamação nos pulmões (ainda no dia 09/12/2015); da emoção (e certa apreensão) na Mila ao me contar da experiência que teve com Deus durante aquele procedimento do dia 09/12/2014, quando ELE a segurou no colo e pediu-lhe para que fosse instrumento de evangelização; da força e fé da Mila nos 10 dias em que esteve internada entre o primeiro procedimento e a cirurgia para retirada de material para a segunda biópsia; do telefonema do Henrique me comunicando o resultado da biópsia; dos inúmeros telefonemas entre nós para acalmarmos uns aos outros; dos momentos em eu me ajoelhei diante do Santíssimo e o roguei por permitir que desfrutássemos da companhia da Mila por mais muitos anos; do natal e reveillon juntos; do diagnóstico dizendo que pelos tratamentos existentes no Brasil a expectativa de sobrevida da Mila era de 20 meses; da notícia de que a Mila tinha sido aceita para enfrentar a triagem para se submeter a um moderno tratamento nos EUA, o qual podia curá-la; dos momentos alegres no aeroporto no dia da ida da Mila e do Henrique para Houston; da alegria com a notícia de que ela tinha efetivamente conseguido o tratamento no MD Anderson; da angústia ao saber que o valor do tratamento seria muito além do inicialmente estimado; da gratidão a Deus no dia em que nós todos estávamos aqui em casa (meu pai, minha mãe e minhas irmãs, com os respectivos) e a Mila ligou e, de uma forma incrivelmente forte, nos comunicou que – graças a Deus – haviam detectado uns coágulos que poderiam ser fatais em seus pulmões e que a partir daquele dia ela passaria a tomar anticoagulante diariamente; do telefonema da Nanda me contando que estava pensando em criar uma campanha nas redes sociais para tentar angariar ajuda financeira para o tratamento da Mila; da conversa com o Thiago (meu marido) sobre o ajuizamento de uma ação judicial em face do Estado Brasileiro pleiteando que ele ajudasse no custeio do tratamento da Mila...

Paro o filme neste ponto, pois é ele que importa para este post. Ademais, as lembranças são inúmeras e não cabem neste post.

A ação judicial. Este é o ponto!

Como falamos lá no regulamento da rifa (aqui mesmo no site), ajuizamos uma ação em face da União pleiteando que ela custeasse em parte o tratamento da Mila.

Nosso querido amigo (e também meu concunhado), Alexandre de Almeida Silva (OAB/MG n. 64.107), com muito carinho, dedicação e competência nos auxiliou nesta empreitada. Ele, de forma gratuita, abraçou a nossa causa e ajuizou a referida ação contra o Estado brasileiro.

Fato é, que o Poder Judiciário brasileiro, em memorável decisão do Dr. Guilherme Mendonça Doehler, Juiz Federal da 19ª Vara Federal da Sessão Judiciária de Minas Gerais, em antecipação dos efeitos da tutela, entendeu que o Estado brasileiro deve custear em parte o tratamento da Mila.

Neste ponto, impõe-se uma pequena nota técnica a respeito do processo judicial, a qual tentarei expor de maneira clara.

O processo judicial inicia-se com a petição inicial e finda-se com o trânsito em julgado da decisão de mérito, sendo que no curso dele – entre a propositura da ação e o trânsito em julgado – inúmeros atos processuais podem acontecer, os quais podem ser definitivos ou não.

Na ação ajuizada contra a União, na petição inicial requeremos o custeio parcial do tratamento da Mila e pedimos que - em caráter de antecipação dos efeitos da tutela - a União fosse compelida a custear os gastos com exames, internações, medicações para efeitos colaterais do câncer etc.

O Juiz Federal de primeira instância determinou que a União custeasse os gastos paralelos ao tratamento da Imunoterapia.
A União recorreu, mas também o TRF da 1ª Região encampou a nossa causa, mantendo a decisão de tutela antecipada proferida pelo Dr. Guilherme Mendonça Doehler.

Ato contínuo, na semana passada foi expedido alvará judicial autorizando ao Dr. Alexandre levantar o primeiro valor para custeio dos gastos paralelos, os quais estão sendo rigorosamente comprovados nos autos da ação judicial.

Com este levantamento (fato motivo de imensa alegria), tivemos, mais uma vez, a certeza de que Deus está no comando e que Ele está providenciando a cura da Mila!!!!! Ele coloca anjos em sua vida.

Contudo, como eu disse, o processo não terminou. Está, na verdade, no início, porquanto ainda não teve decisão de mérito. Ou seja, não há decisão definitiva nos autos (por isso falei em meia vitória); mas, por ora, o tratamento da Mila está assegurado!!!

E justamente por causa da meia vitória, faremos uma pausa na campanha #juntoscomcamila no que se refere às ajudas financeiras, mas pedimos a todos vocês que intensifiquem a nossa campanha com orações e pensamentos positivos, incluindo o pedido para que a decisão definitiva de mérito no processo ajuizado em face da União seja favorável à Mila.

Desculpem-me pela extensão do post. Juro que tentei ser sucinta – rss.

Um abraço carinhoso e cheio de fé e gratidão a todos vocês!!!

Késsia Leles.


6 comentários:

  1. Kessita adorei o comparativo do livro Comer, Rezar e Amar!!!
    Parabéns !!!!
    Beijocas!!!

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  2. Késsia, não é preciso muitas palavras. Deus está no comando. E é tudo. TUDO, para ELE, é simples, é possível, acontece. Ele continuará abençoando, em companhia se Sua Mãe Santíssima!. Abraços!

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  3. É incrível como Deus se faz presente no coração de todos que vêm a conhecer a história da nossa Mila!! As orações pela saúde da Mila continuarão, mas agora se intensificarão as orações de agradecimento por tanta graça já alcançada!!

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  4. Nossa amiga Mila é uma guerreira de deus e temos a certeza que a vitória dela será breve!! QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO!

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  5. Olá. Tenho um câncer de mama raro e pouco divulgado, gostaria de trocar e-mails com vocês. Meu e-mail é acristinazx@hotmail.com

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  6. Olá. Tenho um câncer de mama raro e pouco divulgado, gostaria de trocar e-mails com vocês. Meu e-mail é acristinazx@hotmail.com

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